quinta-feira, 7 de julho de 2011

O fantástico é a bola (01)

        (Sugestões para um Documento sobre a COPA/Brasil/2014)

                                                                                                   Mons. Hélio Maranhão
                                                                                  Ten-Cel QOCPM, Capelão-Chefe do SAR/PMMA

             É preciso abrir os olhos e ver o que está acontecendo, em nosso derredor e em redor do mundo e da história. Nem todos, porém, viram o fantástico da COPA DE FUTEBOL, no limitadíssimo Continente Africano. Pareceu surpresa, mas aconteceu realmente! A África, um dos países mais pobres do mundo, pela COPA/20l0, fechou o mundo em redor de si, por causa da bola -“Jabulane”. O mundo inteiro, os participantes-jogadores (os times) e os assistentes (todos os povos) abalaram o mundo e abarcaram a história.
             Parei, muitas vezes, diante da TV, para refletir sobre o fantástico da bola, tão pequena e tão singela (uma simples bola de couro!!!), fascinando e encantando o mundo inteiro. Não sei (e já estou nos meus 81 anos de vida e 55 de padre), se algum fato, evento, acontecimento prendeu e envolveu assim, com uma simples bola de couro, todas as pessoas. É interessante observar que uma simples bola de couro, inflada, chamou a atenção de todos os povos. Que grande evento!!! Que bonito espetáculo!!!  Chamou a atenção do mundo inteiro e o manteve, cativo, preso, dependente, coligado, ocupado, sem exceção, durante todos os jogos e quantos jogos houve!!!                                                      

             O Cristianismo encarnou todos os valores da antiguidade, do Mundo Grego e do Império Romano, cristianizando-os, para a glória de Deus, para o bem da Igreja, para a felicidade do homem e da mulher e para a paz do mundo.

              O carisma da bola tem uma força tremenda, capaz de coligar, unir, reunir e fraternizar a todas as pessoas, sem distinção de raça, poder, credo, partido, sexo e cultura. Vejo na BOLA um símbolo incomum, um como sinal moderno da Eucaristia dos Tempos Novos, pois  a Hóstia, (branquinha, leve, circular mente redonda, como a bola), antes de ser consagrada é um sacramental, sinal visível que transfere valores para a realidade de que é o sinal apontador. A Igreja não encarnou tantos valores, no mundo e na história? As basílicas, as insígnias, as vestes, os títulos, as tiaras, os templos, as mitras e tantas outras cousas, não foram encarnadas e assumidas pela Igreja?!  Por que não assumir a bola “jabulane” que tem realizado, freqüentemente e realiza o milagre da aproximação e da assimilação de todas as culturas, na inculturação da fraternidade do FUTEBOL, unindo assim, numa só família, todas as famílias do mundo terráqueo, de hoje?

              Talvez alguém pense que o Monsenhor Hélio Maranhão, Capelão de Sua Santidade, o Papa, há 34 anos (l976-20l0) e  Capelão da PMMA há quase 20 anos, esteja delirando... Não é delírio, não. É intuição profunda. È visão do futuro. O Bispo Auxiliar de São Luís do Maranhão, Dom Antônio Batista Fragosa, dizia que o Padre Hélio, então, tinha visões do futuro e o Bispo Auxiliar, Dom Edmilson que o substituiu, quando escreveu seu livro - As CEBs  e o espírito de oração, afirmou corajosamente: “o Padre Hélio é um homem incomum, porque ele é sempre ele mesmo,em  todo tempo e em todo lugar”.   Sou assim e dou-lhas alguns conselhos bem práticos: Saia da mesa com fome... Viva sempre ocupado e nunca preocupado... Sorria de vez em quando, pois lhe fará muito bem... Abrace as pessoas, quaisquer que elas sejam... e as beije, com muita ternura, se puder e quando puder... É só isto e você poderá viver muitos anos.  Amém.... Aleluia...

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